Como é difícil pensar a vida a longo prazo, como a paciência é algo difícil de se cultivar!
Ser jovem não é algo fácil...
Você vive constantemente como se a vida estivesse prestes a acabar, como se cada segundo fosse o último, como se não houvesse tempo a perder, quando na verdade tempo é o que você mais tem. E em consequência disso você comete vários erros, faz várias besteiras e não raramente enfia os pés pelas mãos.
A vida pode se tornar tão mais simples se você apenas se permitir, se preocupar menos e aproveitar mais, fazer o que você pode no momento, sem perder de vista suas metas, mas sabendo aproveitar as oportunidades que a vida dá. Se você lutar menos contra a vida e ao invés disso aprender a fluir junto com ela tudo se tornará mais fácil.
A felicidade é o fruto da árvore da vida e ao contrário dos cristãos, jamais fomos proibidos de saboreá-la, apenas precisamos nos conscientizar disso e reclamar o que é nosso por direito.
sábado, 28 de novembro de 2009
segunda-feira, 2 de novembro de 2009
Nota de autoconhecimento #13
Toda essa introspecção de aniversário e samhain foi muito boa para mim, entrei bem fundo no meu labirinto, me encontrei comigo mesmo e com a argila negra da Mãe pude me reinventar.
No balanço geral desses primeiros vinte anos da minha vida, estou com o saldo pra lá de positivo, já fiz coisas que meus pais quando tinham essa mesma idade nem sonhavam em fazer, sou muito grato a eles por terem me dado a vida e pelo sacrifício diário que fazem para me dar o que não tiveram. Sou grato também aos pais dos meus pais, e aos pais dos pais dos meus pais, e a seus pais, e a todos que vieram antes, que nadam no oceano do meu sangue, que caminham com meus pés, que tocam pelas minhas mãos, que dançam pelo meu corpo e que vivem através de mim, sou a expressão deles nos dias de hoje e são eles que me ligam aos Deuses Antigos.
Esses primeiros dias do novo girar da roda do ano são extremamente convidativos para mais reflexão: O que deixamos para trás? Para onde estamos indo? O que desejamos atrair para nossas vidas?
Bênçãos de renovação a todos.
No balanço geral desses primeiros vinte anos da minha vida, estou com o saldo pra lá de positivo, já fiz coisas que meus pais quando tinham essa mesma idade nem sonhavam em fazer, sou muito grato a eles por terem me dado a vida e pelo sacrifício diário que fazem para me dar o que não tiveram. Sou grato também aos pais dos meus pais, e aos pais dos pais dos meus pais, e a seus pais, e a todos que vieram antes, que nadam no oceano do meu sangue, que caminham com meus pés, que tocam pelas minhas mãos, que dançam pelo meu corpo e que vivem através de mim, sou a expressão deles nos dias de hoje e são eles que me ligam aos Deuses Antigos.
Esses primeiros dias do novo girar da roda do ano são extremamente convidativos para mais reflexão: O que deixamos para trás? Para onde estamos indo? O que desejamos atrair para nossas vidas?
Bênçãos de renovação a todos.
quinta-feira, 22 de outubro de 2009
Nota de autoconhecimento #12
Declaração das Quatro Coisas Sagradas (*)
A terra é um ser vivo e consciente. Juntamente com culturas de muitos diferentes tempos e lugares, denominamos como coisas sagradas: ar, fogo, água e terra.
Quer as vejamos como respiração, energia, sangue e corpo da Mãe, quer como dádivas abençoadas de um Criador, quer como símbolos dos sistemas interligados que mantêm a vida, sabemos que nada pode viver sem elas.
Chamar essas coisas de sagradas equivale a dizer que têm um valor além de sua utilidade para os fins humanos, que elas próprias se tornam os padrões pelos quais nossos atos, nossa economia, nossas leis e nossos propósitos devem ser julgados. Ninguém tem o direito de apropriar-se ou beneficiar-se delas à custa dos outros. Qualquer governo que falha em protegê-las perde sua legitimidade.
Todas as pessoas, todos os seres vivos são parte da vida terrena, e portanto sagradas. Nenhum de nós mantem-se acima ou abaixo de qualquer outro. Apenas a justiça pode garantir o equilíbrio; somente o equilíbrio ecológico pode manter a liberdade. Apenas em liberdade conseguimos com que a quinta coisa sagrada, a que chamamos de espírito, floresça em sua plena diversidade.
Honrar o sagrado é criar condições nas quais nutrição, sustento, habitat, conhecimento, liberdade e beleza possam vicejar. Honrar o sagrado é tornar o amor possível.
A este dedicamos nossa curiosidade , nossa vontade, nossa coragem, nossas vozes. A este dedicamos nossas vidas.
(* Encontrei este texto na abertura do livro A Quintessência Sagrada da Starhawk. Achei simplesmente tocante e inspirador.)
A terra é um ser vivo e consciente. Juntamente com culturas de muitos diferentes tempos e lugares, denominamos como coisas sagradas: ar, fogo, água e terra.
Quer as vejamos como respiração, energia, sangue e corpo da Mãe, quer como dádivas abençoadas de um Criador, quer como símbolos dos sistemas interligados que mantêm a vida, sabemos que nada pode viver sem elas.
Chamar essas coisas de sagradas equivale a dizer que têm um valor além de sua utilidade para os fins humanos, que elas próprias se tornam os padrões pelos quais nossos atos, nossa economia, nossas leis e nossos propósitos devem ser julgados. Ninguém tem o direito de apropriar-se ou beneficiar-se delas à custa dos outros. Qualquer governo que falha em protegê-las perde sua legitimidade.
Todas as pessoas, todos os seres vivos são parte da vida terrena, e portanto sagradas. Nenhum de nós mantem-se acima ou abaixo de qualquer outro. Apenas a justiça pode garantir o equilíbrio; somente o equilíbrio ecológico pode manter a liberdade. Apenas em liberdade conseguimos com que a quinta coisa sagrada, a que chamamos de espírito, floresça em sua plena diversidade.
Honrar o sagrado é criar condições nas quais nutrição, sustento, habitat, conhecimento, liberdade e beleza possam vicejar. Honrar o sagrado é tornar o amor possível.
A este dedicamos nossa curiosidade , nossa vontade, nossa coragem, nossas vozes. A este dedicamos nossas vidas.
(* Encontrei este texto na abertura do livro A Quintessência Sagrada da Starhawk. Achei simplesmente tocante e inspirador.)
terça-feira, 20 de outubro de 2009
Nota de autoconhecimento #11
Parece que existe uma espécie de regra na sociedade moderna que te obriga a ser feliz o tempo todo e quando você não a segue as pessoas ao redor se sentem incomodadas, talvez pelo medo da própria tristeza. Assim sendo, inicia-se uma cruzada com o intuito de lhe deixar melhor. Seria tão bom se o ser humano aprendesse a simplesmente respeitar a individualidade de cada um!
O que a maioria das pessoas ignora é que no processo de viver a vida entramos e saímos de nossos labirintos o tempo todo, são ciclos, assim como a lua que uma vez por mês resolve não mostrar seu rosto, ou o sol que no inverno se afasta.
Um bebê leva nove meses para estar completamente formado e pronto para nascer, o inverno demora três meses para se transformar em primavera, uma semente leva seu próprio tempo para nascer, crescer, atingir sua maturidade, declinar e morrer. O que fazer nesse meio tempo? Esperar. Tente tirar um bebê da barriga antes do tempo e ele provavelmente morrerá.
A Natureza é sábia, pois Ela é a Mãe. Encare-se como o ser selvagem que você é. Você é parte integrante da natureza, é um fruto Dela e responde à lei Dela. Ou talvez, se preferir, continue agindo como um relógio, um computador ou qualquer outra máquina, quem sabe você não encontre a felicidade na seção de enlatados do supermercado.
O que a maioria das pessoas ignora é que no processo de viver a vida entramos e saímos de nossos labirintos o tempo todo, são ciclos, assim como a lua que uma vez por mês resolve não mostrar seu rosto, ou o sol que no inverno se afasta.
Um bebê leva nove meses para estar completamente formado e pronto para nascer, o inverno demora três meses para se transformar em primavera, uma semente leva seu próprio tempo para nascer, crescer, atingir sua maturidade, declinar e morrer. O que fazer nesse meio tempo? Esperar. Tente tirar um bebê da barriga antes do tempo e ele provavelmente morrerá.
A Natureza é sábia, pois Ela é a Mãe. Encare-se como o ser selvagem que você é. Você é parte integrante da natureza, é um fruto Dela e responde à lei Dela. Ou talvez, se preferir, continue agindo como um relógio, um computador ou qualquer outra máquina, quem sabe você não encontre a felicidade na seção de enlatados do supermercado.
sexta-feira, 16 de outubro de 2009
Nota de autoconhecimento #10
Hoje recordei de um insight importante que tive há alguns meses: É pedir demais esperar que os outros ajam de acordo com nossas vontades. Idealizações geram frustrações.
Por que? Simples. Porque cada um é único, cada um é de um jeito, e por mais que seja duro de aceitar, nem sempre as pessoas vão topar usar a fantasia que criamos para elas em nossas mentes, porque elas são do jeito que são, independente de nossa vontade.
É tão mais simples quando aceitamos as pessoas como elas são e nos permitimos surpreender-nos com isso. Uma pena que seja tão difícil lutar contra a egrégora formada por anos e anos de idealizações. Na dúvida coloque suas prioridades na balança.
Por que? Simples. Porque cada um é único, cada um é de um jeito, e por mais que seja duro de aceitar, nem sempre as pessoas vão topar usar a fantasia que criamos para elas em nossas mentes, porque elas são do jeito que são, independente de nossa vontade.
É tão mais simples quando aceitamos as pessoas como elas são e nos permitimos surpreender-nos com isso. Uma pena que seja tão difícil lutar contra a egrégora formada por anos e anos de idealizações. Na dúvida coloque suas prioridades na balança.
segunda-feira, 5 de outubro de 2009
Nota de autoconhecimento #9
Outubro é um mês que invariavelmente me conduz a reflexão. O ano civil está acabando, Samhain se aproxima e daqui há alguns dias ficarei mais velho.
Tenho o péssimo hábito de ignorar para onde estou indo, apenas ligo o piloto automático e quando dou por mim estou em um lugar onde nem sabia como chegar. Recentemente peguei uma trilha para dentro de mim, mais dentro do que de costume, se é que isso é possível. Me questiono diariamente sobre o meu presente, me auto-avalio, me reconstruo, me redescubro...
A verdade é que estou achando isso deliciosamente prazeroso. Adoro me trancar no meu quarto, ligar o rádio e ignorar todo o mundo exterior, me sinto potencialmente criativo.
Se hoje eu fosse uma carta do tarô, seria Le Foe, o Louco, o surgimento de uma nova idéia dentro da mente, o caos de pensamentos amorfos que se mesclam e são ininteligíveis, sou possibilidades, um "protoalgumacoisa", alguém que sente que existe, mas ainda não tem consciência de si.
Talvez em novembro o caos comece a se ordenar e eu me torne o mago, mas por enquanto eu ainda sou só um pensamento.
Tenho o péssimo hábito de ignorar para onde estou indo, apenas ligo o piloto automático e quando dou por mim estou em um lugar onde nem sabia como chegar. Recentemente peguei uma trilha para dentro de mim, mais dentro do que de costume, se é que isso é possível. Me questiono diariamente sobre o meu presente, me auto-avalio, me reconstruo, me redescubro...
A verdade é que estou achando isso deliciosamente prazeroso. Adoro me trancar no meu quarto, ligar o rádio e ignorar todo o mundo exterior, me sinto potencialmente criativo.
Se hoje eu fosse uma carta do tarô, seria Le Foe, o Louco, o surgimento de uma nova idéia dentro da mente, o caos de pensamentos amorfos que se mesclam e são ininteligíveis, sou possibilidades, um "protoalgumacoisa", alguém que sente que existe, mas ainda não tem consciência de si.
Talvez em novembro o caos comece a se ordenar e eu me torne o mago, mas por enquanto eu ainda sou só um pensamento.
terça-feira, 29 de setembro de 2009
Nota de autoconhecimento #8
A vida deu uma boa guinada nos últimos dias, eu perdi um chão conhecido, vi o futuro com o qual eu estava sonhando desmoronar e mais uma vez mergulhei no desconhecido. A parte boa é que meus dois anos de dedicação já me deixaram meio acostumado com isso.
Sofri? Claro, mas soube confiar na sabedoria dos Deuses e na experiência daquele que me guia. Me atirando no escuro pude ver a beleza do futuro desconhecido, mais uma vez chego a conclusão de que a vida como é pode ser bela e pode nos surpreender se apenas deixarmos de nos apegar às nossas ilusões e encararmos a realidade com olhos libertos do preconceito.
Hoje continuo caminhando, ainda no escuro, mas sempre confiante.
Sofri? Claro, mas soube confiar na sabedoria dos Deuses e na experiência daquele que me guia. Me atirando no escuro pude ver a beleza do futuro desconhecido, mais uma vez chego a conclusão de que a vida como é pode ser bela e pode nos surpreender se apenas deixarmos de nos apegar às nossas ilusões e encararmos a realidade com olhos libertos do preconceito.
Hoje continuo caminhando, ainda no escuro, mas sempre confiante.
quinta-feira, 17 de setembro de 2009
Nota de autoconhecimento #7
Realidade e Fantasia são seres complementares, são seres que devem estar em equilíbrio, mas que devem ocupar seus devidos lugares.
Realidade é vivência, é o hoje, é o passo que dou, a paisagem que vejo, é tudo que sinto e também é a poesia inerente a tudo isso.
Fantasia é sonhar, é deslizar para um universo onírico de possibilidades, é de onde vem a alma do contador de estórias, é o mundo onde o conto e os personagens vivem.
Para quem, assim como eu, tem o pensamento como brinquedo preferido, um mundo que não permita a interação entre esses dois seres seria no mínimo incompleto. No entanto chega uma hora na vida em que precisamos, para o nosso próprio bem, aprender que independente de nossas fantasias de príncipes e sapos existe toda uma gama fantásticas de possibilidades na realidade, cuja beleza pode nos surpreender.
Ser bruxo é caminhar plenamente entre os mundos e trazer deles o que melhor condiz com nossa realidade. E se essa frase nos diz que precisamos caminhar pelos domínios da fantasia, também nos lembra que temos responsabilidade de viver plenamente no aqui e no agora.
Realidade é vivência, é o hoje, é o passo que dou, a paisagem que vejo, é tudo que sinto e também é a poesia inerente a tudo isso.
Fantasia é sonhar, é deslizar para um universo onírico de possibilidades, é de onde vem a alma do contador de estórias, é o mundo onde o conto e os personagens vivem.
Para quem, assim como eu, tem o pensamento como brinquedo preferido, um mundo que não permita a interação entre esses dois seres seria no mínimo incompleto. No entanto chega uma hora na vida em que precisamos, para o nosso próprio bem, aprender que independente de nossas fantasias de príncipes e sapos existe toda uma gama fantásticas de possibilidades na realidade, cuja beleza pode nos surpreender.
Ser bruxo é caminhar plenamente entre os mundos e trazer deles o que melhor condiz com nossa realidade. E se essa frase nos diz que precisamos caminhar pelos domínios da fantasia, também nos lembra que temos responsabilidade de viver plenamente no aqui e no agora.
sexta-feira, 11 de setembro de 2009
Nota de autoconhecimento #6
Há alguns dias atrás eu estava conversando com uma amiga minha sobre certos problemas que continuam se repetindo na minha vida, quando então ela me perguntou?
- Gah, o que você realmente quer?
Disse uma lista de coisas e terminei com "Quero estar em equilíbrio". Então ela me respondeu:
- ok Gato, você deve começar por esse último.
Fiquei pasmo, pois estava vivendo na ilusão de que vivia uma vida equilibrada e de todas as coisas que quero conseguir essa parecia ser a mais besta, algo do tipo "Durgh, consigo encontrar equilíbrio a hora que eu quiser".
Mentira.
Alcançar um estado de equilíbrio requer um puta trabalho, requer uma mudança de hábitos e pensamentos, requer força de vontade. Coisas que eu já estou careca de saber, mas que não estava praticando nos últimos tempos.
Onde foi que eu enfiei todo aquele meu discurso do necessário equilíbrio entre corpo, mente e espírito? Por que parei de fazer o que sei que me faz bem?
Ah, como é fácil reclamar, mas como é difícil mudar!
Ok, vamos começar pelo básico, vamos voltar a respirar corretamente.
- Gah, o que você realmente quer?
Disse uma lista de coisas e terminei com "Quero estar em equilíbrio". Então ela me respondeu:
- ok Gato, você deve começar por esse último.
Fiquei pasmo, pois estava vivendo na ilusão de que vivia uma vida equilibrada e de todas as coisas que quero conseguir essa parecia ser a mais besta, algo do tipo "Durgh, consigo encontrar equilíbrio a hora que eu quiser".
Mentira.
Alcançar um estado de equilíbrio requer um puta trabalho, requer uma mudança de hábitos e pensamentos, requer força de vontade. Coisas que eu já estou careca de saber, mas que não estava praticando nos últimos tempos.
Onde foi que eu enfiei todo aquele meu discurso do necessário equilíbrio entre corpo, mente e espírito? Por que parei de fazer o que sei que me faz bem?
Ah, como é fácil reclamar, mas como é difícil mudar!
Ok, vamos começar pelo básico, vamos voltar a respirar corretamente.
terça-feira, 8 de setembro de 2009
Nota de autoconhecimento #5
Meu dedicador fez uma visita relâmpago á SP nesse feriado, acho que a chuva tá aí para confirmar o transbordar de sentimentos que senti.
A verdade é que dá medo aventurar-se no desconhecido, por mais que no íntimo você saiba que está no caminho certo, por mais que você saiba que atrás de você tem alguém supervisionando seus passos, mesmo que em silêncio, tem alguém lá. A verdade é que a liberdade é apavorante. No entanto meu processo de dedicação tem me mostrado, a cada crise e a cada superação, que vale a pena arriscar, confiar e seguir. Até naqueles momentos em que tudo parece estar escuro e frio existe um aprendizado (aliás, arriscaria dizer que "principalmente" nesses períodos existe um aprendizado), nem que seja para nos fazer aprender a usar nossos outros sentidos ao invés da visão. E depois da superação, inevitavelmente vem o amadurecimento, o crescimento.
Como é bom trilhar um caminho de auto-conhecimento, de amadurecimento, de transformação, como é bom estar despertando para se tornar um instrumento consciente dos Deuses Antigos. Fácil não é, mas é bom mesmo assim.
A verdade é que dá medo aventurar-se no desconhecido, por mais que no íntimo você saiba que está no caminho certo, por mais que você saiba que atrás de você tem alguém supervisionando seus passos, mesmo que em silêncio, tem alguém lá. A verdade é que a liberdade é apavorante. No entanto meu processo de dedicação tem me mostrado, a cada crise e a cada superação, que vale a pena arriscar, confiar e seguir. Até naqueles momentos em que tudo parece estar escuro e frio existe um aprendizado (aliás, arriscaria dizer que "principalmente" nesses períodos existe um aprendizado), nem que seja para nos fazer aprender a usar nossos outros sentidos ao invés da visão. E depois da superação, inevitavelmente vem o amadurecimento, o crescimento.
Como é bom trilhar um caminho de auto-conhecimento, de amadurecimento, de transformação, como é bom estar despertando para se tornar um instrumento consciente dos Deuses Antigos. Fácil não é, mas é bom mesmo assim.
segunda-feira, 24 de agosto de 2009
Nota de autoconhecimento #4
São Paulo é uma cidade que precisa de olhos atentos para ser desvendada.
Muitas das pessoas que visitam aqui ficam fascinadas com a funcionalidade, o movimento, o rítmo, mas poucas reparam nos detalhes, aliás, até mesmo os próprios paulistanos costumam ignoras os detalhes.
Desenvolvi recentemente um certo gosto por arquitetura, algo tão forte que quase me fez trocar de profissão, mas aí lembrei que sou péssimo com cálculos e voltei a estudar os meus documentos do século XIX.
O fato é que São Paulo é uma cidade ricamente ornada com detalhes arquietônicos que brotam de lugares inusitados, como por exemplo capela da Santa Ifigênia no centro pulsante da cidade, milhares de pessoas passam diariamente por ela, mas apenas poucas permitem-se o luxo de olhar para cima e embasbacar-se com as torres, as janelas e a rosácea. Ou também as cornucópias incrustadas no Palácio das Indústrias, antiga sede da prefeitura, ou as casas com pé direito alto e janelas grandes no Brás, só para citar alguns dos mais óbvios.
É uma cidade tão rica em detalhes que tagarelam incessantemente a sua história, detalhes que pedem por um olhar mais atento para serem observados, mas que quando o são podem provocar um encontro entre séculos e gerações.
Muitas das pessoas que visitam aqui ficam fascinadas com a funcionalidade, o movimento, o rítmo, mas poucas reparam nos detalhes, aliás, até mesmo os próprios paulistanos costumam ignoras os detalhes.
Desenvolvi recentemente um certo gosto por arquitetura, algo tão forte que quase me fez trocar de profissão, mas aí lembrei que sou péssimo com cálculos e voltei a estudar os meus documentos do século XIX.
O fato é que São Paulo é uma cidade ricamente ornada com detalhes arquietônicos que brotam de lugares inusitados, como por exemplo capela da Santa Ifigênia no centro pulsante da cidade, milhares de pessoas passam diariamente por ela, mas apenas poucas permitem-se o luxo de olhar para cima e embasbacar-se com as torres, as janelas e a rosácea. Ou também as cornucópias incrustadas no Palácio das Indústrias, antiga sede da prefeitura, ou as casas com pé direito alto e janelas grandes no Brás, só para citar alguns dos mais óbvios.
É uma cidade tão rica em detalhes que tagarelam incessantemente a sua história, detalhes que pedem por um olhar mais atento para serem observados, mas que quando o são podem provocar um encontro entre séculos e gerações.
terça-feira, 18 de agosto de 2009
Nota de autoconhecimento #3
O dia amanheceu nublado.
Dias chuvosos são, para mim, um convite para adentrar em meu labirinto interno, meditar, refletir e ponderar.
A aula de Teoria II acabou mais cedo então fui dar uma passadinha na Livraria Cultura (do conjunto nacional). Não consegui me focar em nenhuma leitura, nem mesmo em Clarice Lispector, quando estou assim não tenho muita vontade de ler, só de escrever. Larguei os livros complicados e fui para seção infantil e passei um bom tempo sentado no chão de carpete olhando todos aqueles livros cheios de figuras, algumas que até saiam dos livros.
Como o universo infantil é rico!
Achei um livro ótimo de mitologia nórdica para crianças, outro sobre egiptologia, outro sobre fadas, além é claro do Pequeno Príncipe, Peter Rabbitt, Sítio do Picapau Amarelo...Ai, são tantos!
As estórias são ótimas, mas o que mais me fascina mesmo são as ilustrações, são tão mágicas!
O universo infantil, nos faz encarar a vida de uma forma tão pura, cheia de descobertas, tão leve...
Dias chuvosos são, para mim, um convite para adentrar em meu labirinto interno, meditar, refletir e ponderar.
A aula de Teoria II acabou mais cedo então fui dar uma passadinha na Livraria Cultura (do conjunto nacional). Não consegui me focar em nenhuma leitura, nem mesmo em Clarice Lispector, quando estou assim não tenho muita vontade de ler, só de escrever. Larguei os livros complicados e fui para seção infantil e passei um bom tempo sentado no chão de carpete olhando todos aqueles livros cheios de figuras, algumas que até saiam dos livros.
Como o universo infantil é rico!
Achei um livro ótimo de mitologia nórdica para crianças, outro sobre egiptologia, outro sobre fadas, além é claro do Pequeno Príncipe, Peter Rabbitt, Sítio do Picapau Amarelo...Ai, são tantos!
As estórias são ótimas, mas o que mais me fascina mesmo são as ilustrações, são tão mágicas!
O universo infantil, nos faz encarar a vida de uma forma tão pura, cheia de descobertas, tão leve...
terça-feira, 11 de agosto de 2009
Nota de autoconhecimento #2
A baixa auto-estima come.
Ela come uma caixa inteira de esfihas sozinha, depois vasculha nas panelas em cima do fogão alimentando-se de tudo o que encontra, de bolo de milho, de bolo de chocolate, daí ela bebe refrigerante excessivamente e termina este banquete em um maravilhoso arroto que faz tremer o chão.
Já faz um tempo que estou dando de comer para minha baixa auto-estima, quando dei por mim ela já havia se tornado uma criança gorda e mimada e acho que todo mundo sabe como é difícil lidar com crianças gordas e mimadas.
Mudar nossos hábitos requer, na maioria dos casos, uma postura "xiita", principalmente quando estamos tão mal acostumados.
Transmutação - Essa é a palavra da Bruxa. Não adianta simplesmente querer fazer certas coisas desaparecerem, é preciso transmutá-las.
Ela come uma caixa inteira de esfihas sozinha, depois vasculha nas panelas em cima do fogão alimentando-se de tudo o que encontra, de bolo de milho, de bolo de chocolate, daí ela bebe refrigerante excessivamente e termina este banquete em um maravilhoso arroto que faz tremer o chão.
Já faz um tempo que estou dando de comer para minha baixa auto-estima, quando dei por mim ela já havia se tornado uma criança gorda e mimada e acho que todo mundo sabe como é difícil lidar com crianças gordas e mimadas.
Mudar nossos hábitos requer, na maioria dos casos, uma postura "xiita", principalmente quando estamos tão mal acostumados.
Transmutação - Essa é a palavra da Bruxa. Não adianta simplesmente querer fazer certas coisas desaparecerem, é preciso transmutá-las.
segunda-feira, 10 de agosto de 2009
Nota de autoconhecimento #1
Sexta-feira eu vinha caminhando para casa após a aula de yôga, como de costume com mil e um planos martelando na minha cabeça. De repente, não sei se pela paz de espírito que eu tinha alcançado por alguns minutos durante a prática ou se pela inspiração da lua cheia que estava linda acima da minha cabeça, uma voz dentro de mim pareceu dizer “O presente é tudo o que temos, viva-o plenamente”. Parei por um instante, claro, aquilo fazia muito sentido. Continuar planejando coisas incertas me deixariam com dor de cabeça, tentar forçar uma idéia seria inútil, elas aparecem somente quando querem aparecer. O que eu poderia fazer às 21h caminhando por uma rua escura para resolver meus problemas financeiros? Absolutamente nada. Lembrei do livro da T. Thorn Coyle e de todas as muitas vezes que ela dizia que deveríamos estar presentes em nosso corpo, aqui e agora. Vivendo plenamente o presente estamos aptos a enxergar as ferramentas que temos à disposição agora para construir nossas vidas em direção a nossos sonhos.
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