sábado, 27 de março de 2010

Nota de autoconhecimento #17

Amar é encontrar no outro um caminho...
Em geral, nos frustramos em nossos relacionamentos porque iniciamos nossas jornadas cheios de ideias pré concebidas de como esse caminho deveria ser, tentámos moldá-lo sob nossos pés para encaixá-lo em nossas idealizações e parâmetros advindos de nossas experiências anteriores, quando na verdade deveríamos perceber que podemos mudar apenas os nossos próprios passos, nossa modo de encarar a jornada, nosso ritmo, nossa respiração, podemos mudar somente a nós mesmos.
Difícil entrar nessa jornada livre de preconceitos! Como fazer para saber se estamos realmente amando se não usamos nossas projeções e experiências anteriores como medidores? Simples, avalie diariamente o seu caminhar, se no fim dessa reflexão você perceber que continua querendo seguir em frente (mesmo com adversidades), que essa jornada faz todo sentido do mundo para você, te nutre e te faz feliz, então é amor.

quinta-feira, 25 de março de 2010

Nota de autoconhecimento #16

Sexta passada participei de um programa de desenvolvimento de estagiários na empresa em que trabalho e o facilitador do encontro nos convidou a refletir sobre nossas realizações. Estamos indo no caminho que desejamos seguir? Este caminho ainda faz sentido? Nossas prioridades ainda são as mesmas? - Questionamentos que eu já venho me fazendo há algumas semanas.
Minha vida anda tão corrida que nem havia percebido a chegada de Mabon, o Outono e com ele toda a reflexão e introspecção característica desse período, que nos levará até o centro de nosso labirinto em Samhain e lá seremos reforjados para renascer em Yule.
A lição que fica é a lição dos ciclos, tudo nasce, cresce, atinge seu ápice, envelhece e morre, tudo tem seu tempo para acontecer e cada estação possui suas características.
Acho que é hora de parar de lutar e pegar o caminho para dentro da espiral dupla da Mãe.

domingo, 7 de março de 2010

Nota de autoconhecimento #15

Uma das verdades é que a vida pode ser incrivelmente complicada, até mesmo para quem se compromete a descomplicá-la.
Você tem que trabalhar, você tem que sorrir, você tem que cumprir prazos, você tem que estudar e se sair bem, você tem que estar bonito e agradar ao namorado, você tem que estar com os amigos e fazê-los rir, você tem que dançar e seduzir, você tem que agradar, você tem que cumprir...
PORRA!
Onde ficam os nosso direitos nessa história?
Nosso direito de dormir até mais tarde, de ter um "bad hair day", sair de casa usando moleton, passar o dia de cara amarrada, de chorar no ombro de um amigo, de não querer sair de casa. Onde fica nosso direito de sermos nós mesmos, humanos, cheios de defeitos?
Por que as pessoas ao redor ficam tão revoltadas/horrorizadas quando deslizamos de nossa perfeição e cometemos erros (humanos) que elas mesmas cometem?