domingo, 26 de dezembro de 2010

Nota de autoconhecimento #20


Nos últimos dias ando refletindo sobre minhas celebrações pessoais de verão.

Embora a maioria dos pagãos que conheço tenham o costume de fazer limpezas de primavera, eu particularmente gosto de fazer a minha no verão. Gosto de rever conceitos, doar roupas, jogar papéis fora, arrumar gavetas.

Nessa época eu também costumo fazer uma espécie de balanço do meu ano, peso todas as coisas importantes que me aconteceram e claro, isso invariavelmente me conduz há um momento de agradecimentos.

Adoro fazer listas, então uma boa lista de metas para o ano seguinte também não pode faltar.

Tirando essas pequenas celebrações mais íntimas e pessoais eu também comemoro três festas: Litha (o solstício de verão), o Natal e o Reveillon.

Fora o que eu chamo de "comemorações intermediárias", que não são comemorações de cunho ritualístico, mas são comemorações (não programadas) que acabam acontecendo nessa época como desdobramento de uma dessas três festas.

Boas comemorações de Verão a todos!

(obs: A imagem chama-se Pow Wow Trio, é de uma artista chamada Lydia Dillon-Sutton. Eu a escolhi, pois o Pow Wow é o melhor exemplo de o que eu entendo por uma comemoração de Verão)

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Nota de autoconhecimento #19

Acho que depois de já ter dito muita coisa e também de ter passado muito tempo sem nada dizer, finalmente chegou a hora de dizer (pensar) o por quê desse blog.


O Jornada do Self nasceu com o intuito de ser uma espécie de diário de bordo do meu caminho em busca de mim mesmo e da minha espiritualidade. Sendo assim, é um blog sobre espiritualidade e sobre a forma como ela se manifesta no dia-a-dia de uma pessoa comum.



Mas por quê fazê-lo?



A primeira coisa que consigo pensar (e espero que não pareça presunçoso demais) é que espero que algum dia isso possa ajudar alguém, da mesma forma como muitos blogs me ajudaram e me ajudam em meu caminho. Acredito muito nisso da troca, do patchwork de conhecimento que vamos tecendo com esse intercâmbio de informações, idéias, vivências, opiniões...



"O poder reside no segredo!" - Diziam meus elders.



Mas é chato manter silêncio quando se caminha sozinho. É pesado descobrir coisas novas e não compartilhá-las, eu diria até que é infrutífero!



E eu gosto de escrever, gosto de contar...



É por isso que estou aqui, tornando públicas as minhas andanças.



Para os que quiserem acompanhar a Jornada, sintam-se à vontade...

domingo, 17 de outubro de 2010

Nota de autoconhecimento #18

"A Deusa está viva..."
(De uma canção tradicional wiccana)



Depois de meses distante das minhas crenças e devoções, reencontrei-me com Ela e comigo mesmo nas águas do mar, entre amigos muito queridos de um caminho similar ao meu.



Emocionou-me ver o amor e carinho com o qual eles cuidam dos Seus, fazia tanto tempo que eu não via tanta sinceridade e entrega!



E depois, alguns de nós quiseram entrar no mar e foi exatamente nesse momento que eu a senti, ainda mais bela do que me lembrava, tão materna e acolhedora, antiga, primordial, forte...



Senti os braços amigos da Cah me envolverem e instantaneamente comecei a chorar, ela me abraçou mais forte e disse "Chora Gah, deixa Ela levar tudo que tem que levar", depois disso me presenteou com uma guia (minha primeira).



A jornada tem disso, amigos sempre queridos, que as vezes trilham o mesmo caminho que a gente, as vezes caminhos similares, ou até mesmo caminhos completamente diferentes, mas que sempre acrescentam algo ao nosso.



A jornada continua...

sábado, 27 de março de 2010

Nota de autoconhecimento #17

Amar é encontrar no outro um caminho...
Em geral, nos frustramos em nossos relacionamentos porque iniciamos nossas jornadas cheios de ideias pré concebidas de como esse caminho deveria ser, tentámos moldá-lo sob nossos pés para encaixá-lo em nossas idealizações e parâmetros advindos de nossas experiências anteriores, quando na verdade deveríamos perceber que podemos mudar apenas os nossos próprios passos, nossa modo de encarar a jornada, nosso ritmo, nossa respiração, podemos mudar somente a nós mesmos.
Difícil entrar nessa jornada livre de preconceitos! Como fazer para saber se estamos realmente amando se não usamos nossas projeções e experiências anteriores como medidores? Simples, avalie diariamente o seu caminhar, se no fim dessa reflexão você perceber que continua querendo seguir em frente (mesmo com adversidades), que essa jornada faz todo sentido do mundo para você, te nutre e te faz feliz, então é amor.

quinta-feira, 25 de março de 2010

Nota de autoconhecimento #16

Sexta passada participei de um programa de desenvolvimento de estagiários na empresa em que trabalho e o facilitador do encontro nos convidou a refletir sobre nossas realizações. Estamos indo no caminho que desejamos seguir? Este caminho ainda faz sentido? Nossas prioridades ainda são as mesmas? - Questionamentos que eu já venho me fazendo há algumas semanas.
Minha vida anda tão corrida que nem havia percebido a chegada de Mabon, o Outono e com ele toda a reflexão e introspecção característica desse período, que nos levará até o centro de nosso labirinto em Samhain e lá seremos reforjados para renascer em Yule.
A lição que fica é a lição dos ciclos, tudo nasce, cresce, atinge seu ápice, envelhece e morre, tudo tem seu tempo para acontecer e cada estação possui suas características.
Acho que é hora de parar de lutar e pegar o caminho para dentro da espiral dupla da Mãe.

domingo, 7 de março de 2010

Nota de autoconhecimento #15

Uma das verdades é que a vida pode ser incrivelmente complicada, até mesmo para quem se compromete a descomplicá-la.
Você tem que trabalhar, você tem que sorrir, você tem que cumprir prazos, você tem que estudar e se sair bem, você tem que estar bonito e agradar ao namorado, você tem que estar com os amigos e fazê-los rir, você tem que dançar e seduzir, você tem que agradar, você tem que cumprir...
PORRA!
Onde ficam os nosso direitos nessa história?
Nosso direito de dormir até mais tarde, de ter um "bad hair day", sair de casa usando moleton, passar o dia de cara amarrada, de chorar no ombro de um amigo, de não querer sair de casa. Onde fica nosso direito de sermos nós mesmos, humanos, cheios de defeitos?
Por que as pessoas ao redor ficam tão revoltadas/horrorizadas quando deslizamos de nossa perfeição e cometemos erros (humanos) que elas mesmas cometem?