terça-feira, 28 de junho de 2011

Nota de autoconhecimento # 42

Você já leu O Banquete, de Platão?
Há uma passagem onde Aristófane conta como no princípio o homem possuía quatro braços, quatro pernas e duas cabeças, o ser perfeito, pleno, que absorto em sua plenitude esqueceu-se de homenagear aos Deuses como necessário e que Zeus Tonante, como punição, lançou seu raio divino e partiu-lhe ao meio, tornando-o incompleto, fadado a vagar eternamente pela corpo de Gaia buscando sua outra parte e com ela a sua plenitude.

Vou contar um segredo: desconfio que Zeus não tenha separado o homem, apenas escondido sua outra parte dentre de si mesmo, para que o homem vagasse, procurasse sem jamais encontrá-la fora de si. No entanto somente aquele que buscar por sua plenitude em seu interior poderá encontrá-la e ser verdadeiramente feliz.

Ou como diria Margaret Murray "Se aquilo que buscas não encontrar dentro de si mesmo, jamais o encontrará fora".

sexta-feira, 24 de junho de 2011

Nota de autoconhecimeno # 41

Catarse...
A catarse é o momento de libertação, é o momento do desapego, hora de deixar tudo o que foi partir, hora de deixar os sentimentos transbordarem e nos transformarem.
Se tiver que chorar, chore!
Se tiver que gritar, grite!
Permita-se esvaziar completamente.
Quantas vezes a vida não mudou drasticamente? Foi fácil? Segurar-se às bordas de uma situação beneficiou-lhe de algum modo? Não deixe a dor se prolongar.
Permita-se fluir e curar-se.
As lições dos ciclos são as mais difíceis, sempre, porém são as mais belas!

terça-feira, 7 de junho de 2011

Nota de autoconhecimento # 40

Existe um conceito na psicologia (obrigado Fê) chamado Gestalt, do qual gostei muito e que ilustra muitas situações da vida. Óbviamente o significado de gestalt na psicologia é muito mais amplo e complexo do que o uso que faço dele, mas costuma tratá-lo como um ciclo.

E eu detesto deixar gestalts abertas!


No entanto a natureza tem seu tempo próprio e é sábia, sendo assim, fui obrigado a deixar uma.


Você já teve aquela sensação de que o lance com aquele carinha não rendeu tudo o que precisava render? É mais do que só vontade, desejo, amor não correspondido, é uma sensação mais forte de que aquela história ainda dará muito pano para as mangas. Já senti isso uma vez e passado alguns anos reencontrei o cara a zaz, fechamos nossa gestalt.


Em minhas últimas meditações compreendi o papel dos Deuses através do que chamei de Manutenção do Universo, onde Eles agem como Criadores, Preservadores e Destruidores. Se a Torre caiu é porque algo precisava ser destruído, então aceito a ação dos Deuses e aceito a duração dos ciclos, uma semente não brota antes da época, uma gestalt não se fecha quando não é a hora.


A Jornada prossegue, sem meu Pequeno Príncipe, mas prossegue...