sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Nota de autoconhecimento # 25

Mais um dia e nada da devoção voltar, me sinto vazio...

Sábado vi um grupo celebrando na praia e isso me deixou nostálgico, pois queria estar celebrando, queria estar vivenciando plenamente tudo aquilo que aprendi nos últimos anos, mas ao invés disso estou apenas seguindo, dia após dia seguindo, esperando algo que faça tudo mudar.

Mas se eu quero tanto assim voltar a celebrar, o que realmente me impede? Meu namorado diz que se não o faço é porque não quero. Será?

Será que é hora de engolir o orgulho e procurar aqueles que já trilharam este caminho e pedir ajuda? É difícil voltar a confiar...

Meu perdão já foi dado (de coração) a quem o pediu, mas a ferida continua aberta e continua a doer...

O que fazer?

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Nota de autoconhecimento #24

Este exercício que me propuz tem sido bem difícil!


A autonomia de seguir meu próprio caminho me parece algo fantástico, mas muitas vezes me percebo sem saber exatamente o que fazer ou para onde seguir. Referências? Tenho aos montes, muita coisa legal para testar, muito material legal por onde começar, mas por onde exatamente começar?



As vezes acho que não tenho disciplina para seguir meu próprio caminho, mas já não consigo me ver (pelo menos não como eu conseguia antes) em uma tradição já existente. Antigamente eu idealizava demais esses grupos, mas quando fiz parte de um percebi que as pessoas estavam infinitamente mais interessadas em egotrips e clubinhos de comadres do que em qualquer outra coisa.



Queria encontrar pares sinceros pelo caminho...

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Nota de autoconhecimento #23

Ok, sei que estou um pouco atrasado, mas sábado finalmente comemorei Lughnasadh. Como estava sem tempo e dinheiro para coisas mais elaboradas, meu ritual consistiu em acender uma vela para os Ancestrais ao lado do fogão e fazer um pão enquanto refletia sobre minha colheita.


Preciso dizer que aprecio bastante minhas ritualizações quase anárquicas, onde mando o protocolo catar coquinho e celebro de um jeito espontâneo! Esse ritual foi exatamente assim, uma manifestação sincera e espontânea de meus agradecimentos para este sabbat.



Hoje, relembrando de um livro da Z. Budapest que li há um bom tempo atrás, me propuz a fazer um pequeno exercícios, que espero conseguir compartilhar por aqui no decorrer da semana. Consiste em responder, durante todos os dias, a seguinte pergunta:

- Como posso vivenciar o meu sacerdócio hoje?

Quem se interessar pela proposta e quiser compartilhar do exercício comigo, sinta-se a vontade...

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Nota de autoconhecimento #22

Lughnasadh é quando os antigos comemoravam a 1ª colheita. Lughnasadh é quando eu, olhando para minha própria colheita, paro para refletir sobre toda a minha trajetória desde o último Samhain. Neste ciclo percebi que tenho uma certa tendência em abandonar as coisas pela metade, estou vivendo uma época tensa.

É tão fácil abandonar nossas vidas! Um pouquinho de descuido e zás, quando nos damos conta já virou uma bola de neve, seja uma pilha de louças na pia da cozinha, trabalhos pendentes em nossa mesa do escritório, amigos que deixamos de ser cultivadar, ou exercícios espirituais que nunca saíram do plano das idéias. É aí que começamos a nos enganar, dizendo que estamos cansados, deprimidos, sem tempo, justificando com mil e um motivos a nossa ausência em nós mesmos.

Eu ainda não sei exatamente qual foi a raiz do problema, só sei que me abandonei e agora é hora de pegar a trilha de volta e começar a faxina.

No mais, só tenho a agradecer aos Deuses, pois mesmo no meio de tanto perrengue, tenho colhidos belos e saborosos frutos.