Há uma passagem onde Aristófane conta como no princípio o homem possuía quatro braços, quatro pernas e duas cabeças, o ser perfeito, pleno, que absorto em sua plenitude esqueceu-se de homenagear aos Deuses como necessário e que Zeus Tonante, como punição, lançou seu raio divino e partiu-lhe ao meio, tornando-o incompleto, fadado a vagar eternamente pela corpo de Gaia buscando sua outra parte e com ela a sua plenitude.
Vou contar um segredo: desconfio que Zeus não tenha separado o homem, apenas escondido sua outra parte dentre de si mesmo, para que o homem vagasse, procurasse sem jamais encontrá-la fora de si. No entanto somente aquele que buscar por sua plenitude em seu interior poderá encontrá-la e ser verdadeiramente feliz.
Ou como diria Margaret Murray "Se aquilo que buscas não encontrar dentro de si mesmo, jamais o encontrará fora".
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